Resenha esquizofrênica?! – As Bruxas de Oxford

bdoAutoria: Larissa Siriani
Edição: Literata
Nota: Inserida no corpo do texto conforme as regras do especial Resenhando com Tibico, já que ele participa desta análise. (Confira aqui).
Sinopse: A antiga Casa Azul nunca foi cenário de boas histórias. Há mais de cem anos, dizem, era lar de sete bruxas que foram queimadas na fogueira e que juraram vingança. Mas é quando Malena, seus pais e seus seis irmãos mais velhos se mudam para lá que a lenda se prova verdade. Coisas estranhas começam a acontecer sempre que ela se exalta, e, de repente, ela se descobre cercada por um passado que ela até então desconhecia, e condenada a consertar os erros de uma vida passada. E, quando os velhos inimigos começam a aparecer, Malena vai perceber que certos sentimentos se carregam para além da vida.

Apresentação: Olá, cerejudos, que podem ter despertado meio maçãs, ligeiramente acerolas ou até mesmo bananas (ui ui ui). Hoje é dia de resenhar mais um livro nacional de uma jovem autora: As Bruxas de Oxford, da querida Larissa Siriani. E, para tanto, eu resolvi convidar um dos meus alter-egos DeTonas para ajudar no serviço. Você vai entender o motivo já já, prometo… Então, para começar, que tal você fazer as honras, Tibico? Considere um estágio para quando lançar o seu quadro próprio de resenhas em versão estrela solitária. Puxa o bonde aí, “bofe”!

Estrela solitária? Hihihi, sou vascaíno, benhê. Eeeeeenfim… Olá, meus pãezinhos de mel do Tibi! Como estão? Eu estou glamour lustradinho, careca no estilo, como sempre! Vim aqui hoje, a título de mera participação, para ajudar a minha madrecita autoral, a nada-sucinta Cambeses, a falar sobre As Bruxas de Oxford. Pega a água benta e vamos junto com o Senhor, geinten! Até trouxe comigo a minha inseparável mini lanterna para encaminhar o mal pra luz, caso nos seja necessário; vem sem medinho.

Avaliação: Bom, pro pega ser de família, vamos começar te apresentando ao livretinho em questão, porque catar qualquer desconhecido pelas lojas nem sempre gera o “orgasmo lit” vislumbrado, né… Então, comecemos! Malena Georgina Gordon (cujo nome divo se enfraquece por esse Georgina intruso que me faz quase mascar chiclete ao ser pronunciado em inglês) é a sétima filha de um casal sem televisão e PH vaginal favorável ao espermatozóide Y, porque o resto da prole é macho. Tá… Já vou fazer aqui uma breve pausa dramática por um motivo de surto: SEIS HOMENZINHOS EM CASA?! E TODOS GATOS E LOUROS? É abundância demais para a minha pessoa! Seríssimo! Logo me vi no lar delicioso lar dela, tocando banjo (??) em uma bandinha campestre só para ver essas gracinhas balançando as suas bundocas numa ciranda e… Preciso de ar, “madrecita”; prossiga daqui, que eu volto em breve. Deixe que eu me recomponha.

Ok, Tibi! Sabemos que fartura glútea é emoção demais pra sua compostura. Enfim… Como ele disse, Malena é a irmã mais nova de seis rapazes cobiçados e, como marca registrada da desigualdade entre as pessoas, é desprovida do que o nosso Tibi tem de sobra: melanina – sim! Em uma divice inusitada para o padrão de beleza que as protagonistas costumam deter, Siriani criou uma albina! Deslocada dos jovens do lugar em que vive pelo distúrbio, Malena tem uma grata surpresa quando é bem recebida ao se mudar para Oxford; terra natal dos seus pais “coelhos”.

No entanto, a despeito da integração social antes não experimentada, a personagem ainda não se sente por inteiro habituada nem à nova casa, nem à cidade pacata que poderia ser facilmente comparada às de “uma rua, uma praça” que vemos tanto Brasil adentro. Isso porque, além de estabelecer morada em um casarão cheio de lendas sobre magia e assassinatos, a coitadinha começa a ter surtos dignos de um X-men. Vai, Tibi…

Pois é, benhê! Aberração ambulante, perigo constante; é nisso que se transforma a nossa Lena (sim, sou íntimo, besitos na face). Simplesmente e de repente (rimou, que agito!), acontecimentos bizonhos passam a rondá-la como se um encosto incontido remodelasse o universo ao redor dela conforme as emoções que a atingem (cê é boba, amiga! Se chamasse o Fantástico, ia ganhar uma bolada por mostrar que o sobrenatural existe; ia pirar na riqueza e tirar sarro do Quevedo, um luxo midiático…). Tá com raiva, algo explode; levou um susto, coisas se arremessam sozinhas; tá com a bichaninha acesa, objetos queimam, e por aí vão as coincidências que fazem o leitor rezar para a gatinha translúcida não sofrer de uma TPM, prisão de ventre, ou muitos menos ter um orgasmo. Afinal, se só de interagir com o bofe mignon de que falaremos mais tarde, há um mini incêndio espontâneo do nada, imagina na hora do vamos ver, fofetes? Inquisição/desencarne em massa, porque né… Me benzo!

No transcorrer da narrativa, somos cordialmente apresentados a um grupinho de “coads”: a Yara (Glória! Aleluia! É “bf” de uma herege, que ironia a sua) – evangélica super do bem e trabalhada na camaradagem e tranças/saias longas –, o Ned (belezinha oriental como a minha madrecita fictícia e calculadora humana como o meu irmão ranzinza), o Patrick, a Kathi (tira essas lentes de filha do demo, por favor, que não é show de cosplay, assombração) – gótica antissocial cujos espartilhos eu invejo –, as gêmeas “Quem?” e “Who?”, que não mudaram muito a minha vida, mas que eu apoio na piriguetagem com os “bros” da Lena (são Hellen e Halley, Tibico! Deixa de recalque por também ser gêmeo, mas não estar lá para atacar os Gordon boys. Isso é feio!) e o Sam; foquemos nele por um instante.

Sam Goyle… Ou melhor, Sam Gol, porque ele não curte um 0x0, é um loirinho gatíssimo que eu comeria assadinho no espeto sem nem hesitar (tem quem entenda, hihihi – mal passado, por favor). Meigo, atleta delicinha e dono de um sorriso fácil, só conquistou uma ressalva minha que eu pretendo abordar nos “protestos” na hora da nota. Retoma daqui, Cambesita!

Ok, meu bem.

Apesar de acolhida por esse grupo mencionado acima –  mais os membros amáveis da família (como a Frida, diva Oktoberfest, segundo os apelidinhos do Tibi) –, nem mesmo um primeiro amor é capaz de distrair a Malena do “lado ruim” das mudanças vividas: o despertar paranormal. É isso mesmo… Já se esperava pela capa e pelo título da obra que a protagonista não fosse uma garota normal; a própria sinopse, aliás, é bastante precisa em nos informar que um mistério existe e que a Casa Azul faz parte dele. Mal-afamada por, no passado, ter abrigado 7 bruxas e ter sido palco de dois homicídios brutais, a residência dos Gordon em Oxford tem mais a ver com os segredos de Malena do que ela mesma poderia imaginar. O maior deles? Ela é uma bruxa! Go, Tibi!

Ah, meu Jesus Cristinho! Bruxa de verdade! E nem é daquelas amigas do povo que trazem a pessoa amada em 3 dias! Nada disso! Acontece, gentein, que, em uma guinada mais brusca na história, a Lena meiga se descobre uma das bruxas assassinas que viraram carvãozinho no estilo Pagu da Rita Lee: “mexendo e remexendo na inquisição”. E o pior: essa vida passada ainda habita a mente dela como uma espécie de alter-ego vingativo! Ui ui ui, pegando a mini lanterna! Isola! Isola! Tremeliquei, mas vou prosseguir porque sou muso…

— Quer dizer que a sua alma não é qualquer alma. Ela é a alma feita da magia para a magia, que encarnou em você por acaso. Por fora, você é a nova criança, mas por dentro…
— Ainda sou a velha bruxa…

As Bruxas de Oxford – página 81

~spoiler inofensivo e autorizado pela autora; pule se for fresco~

Mágico de Oz, minha buzanfa afro e redondinha! A magia é toda dela, da Dorothi; bruxa defunta que jurou vingança contra as irmãs “pé na macumba”, cujas reencarnações ela precisa localizar o quanto antes para que ninguém corra perigo de vida (afinal, elas têm índoles ainda mais “pervas” do que a própria…). Já imaginou o problema da Lena, né, benhê? Ter que controlar a TPM em forma de encosto, que alterna com ela no domínio do corpo e com quem dialoga num quadro quase esquizofrênico (ahá, entendeu a resenha louca!) e mais do que autoritário (e divo! Dorothi é maquiavélica no sentido original do termo; tem virtú – te amo e te temo! Seria um desperdício não te abordar aqui, sua “psico” de época), fingir que não tá acontecendo nada e ainda ter que encontrar aquele sexteto de pragas sanguinárias que podem, literalmente, ser qualquer pessoa, não é pra todo mundo não! Vidinha dura, hein, amiga… Pirei na paranoia! Minha santinha, me ajuda!

~fim do perigo aos fresquinhos~

Resumindo essa prosa, já que o meu ajudante acabou de fugir para chamar um exorcista, a síntese do resto não poderia ser outra: a imersão no universo bruxo e a adaptação trabalhosa que está intrinsecamente associada à psique de uma adolescente que julgara ser humana até então. Assim, vemos gradualmente a evolução da Malena como indivíduo e praticante da magia conforme a caça pelas irmãs se intensifica (e o convívio com os amigos da escola também). Tudo é feito de um modo bem limpo e com destaque para o autoconhecimento oriundo da relação dela com a Dorothi; parte mais curiosa e intrigante da trama, sem dúvidas. Agora, sem mais delongas, vamos partir pras notas. Tibico? Tibi…? Gente, sumiu! Bom, já que sou humana e não posso apelar pro Senhor das Almas, peço o favor pra São Longuinho mesmo: 1, 2, 3! Pronto! 3 pulinhos… Cadê?

Já que tá aí pulando, aproveita e faz uns polichinelos, gats! Faz super bem ao coração! E vê se não chama muito o São Longuinho se não quiser acordar a peste fofoqueira que é o Narrador Oculto! Ser perdido/escondido, é coisa delezinho mesmo, lembro logo. Enfim, vou parar de ofender o bofe ou ele me descreverá fora de moda pra sempre. Ai, nunca! Tô indo pras notas, ui! > Que bom que você sabe que é melhor não me provocar, Tibico! hehehehe 😉 . Só te lembrando que, como Senhor do Fato, eu sou dotado de onisciência.

Ai, Cristinho! De onde veio isso?! Não me narre feio! Não me narre brega! Não faço mais, eu juro!

4 Desbundes:

1- Escritora costureira: gentein, é seríssimo o que direi! Essa guria é uma tecelã! Tem a narrativa fácil, fluída, muito bem entrelaçada e ainda é super objetiva. Com toda a sinceridade mesmo, a leitura ficou gostosa e bem rapidinha. Parabéns, Siri (tônica na primeira sílaba, por favor, porque a menina não é um crustáceo!). Vem remendar as minhas roupas quando a pobreza e as traças me perseguirem, divona! Ah! Quase me esqueci de dizer que a narrativa é feita pela Lena em primeira pessoa e de uma maneira muitas vezes sarcástica, o que eu a-do-ro! Os diálogos também são adequadamente construídos.

2- Toy: felino encantado da Dorothi/Lena, o Toy me ganhou por, assim como eu, ser um “negro gato” e por me lembrar do Salém da Sabrina, a aprendiz de feiticeira. Amo bichanos, tieto ainda mais os sábios; você é o pacote completo, miauzinho! Pss psss pss… vem cá pro colo do Tibi pra eu bancar a Felícia! Pss pss, vem, seu lindo!

3- Malena/Dorothi: a relação entre elas foi incrivelmente passada para o papel; são a mesma pessoa e, simultaneamente, identidades divergentes por completo. Madrecita autoral, por ser racional demais, tentou considerar a alternância delas no domínio do corpo/consciência como uma espécie de animismo, mas depois aderiu à “suspensão da descrença” ensinada na aula de ética (ela ganha ponto por te dar moral no blog, professor?) e embarcou na fantasia. Ainda estamos assimilando essas duas… Porém, de cara, curtimos bastante a personalidade delas. Arrasaram, Parmalatinhas…

4- Parte estética: capa divina do Renato Klisman (merchan, oizinho), páginas amareladas para poupar a minha retina (invejando na pobreza da autoria independente e com folhas brancas modestas) e ainda colocaram gravuras! Amados, super pirei com as imagens bruxildas que estão espalhadas pelo livro; ficaram de muito bom gosto. A diagramação e a revisão apresentaram poucos problemas também, nada de relevante.

Ui ui ui, que desbunde!

1 Protesto:

Obs: se dividi em duas metades é porque eles realmente não chegaram a prejudicar a obra. São minúsculas ressalvas, só pra pontuar. Como abordam coisas do enredo em si e não defeitos, sugiro que sejam analisados apenas por quem já leu o livro. Se for fofoqueirinho e quiser bizoiar mesmo assim, nada de muito revelador será dito também; pode cair dentro. 

0,5 – Sam donzelo: Você tá me enganando, hein, SAMambaia! Ficou lá se fazendo de planta, beleza arrebatadora e paradinha (e que beleza…), mas ainda não creio que a sua identidade esteja revelada por completo, bofete. Tô aqui de moita, só te tocaiando (pra desvendar e, quem sabe, dar uns pegas, claro… ui ui ui, invade aqui o meu matinho, Tarzan! “Mim afro-Jane”). Espero mais de você. Por enquanto, foi a mocinha/donzela: rostinho bonito e gente boa, que tem como função fazer o herói se apaixonar e servir de isca pra vilão. Ele esconde algo, eu sinto aqui nos meus mamilos, ain… De resto, eu me limito a comentar só com a autora porque é spoiler. Prossegue pro desfecho, “Celestial”…

0,5 – Carência de ritos bruxos: de novo, uma opinião subjetiva nossa. Na prática da magia, concordamos que os rituais nos fizeram falta. Saudadinha… Vejam bem, na maioria das lendas/tramas (como os fãs de The Vampire Diares poderão confirmar, por exemplo. As “macumbas” mesmo são cheias de gueri gueri, aliás), todo feitiço de grande porte exige uma série de procedimentos meticulosos ou penosos da parte do executor. Entretanto, em alguns trechos narrativos, esses acontecimentos pareciam dotados de uma facilidade estranha em certo ponto. O Senhor das Almas pareceu mega bonzinho e não o lado mais forte em uma relação de “barganha”; soou em uns momentos como se uma mera prece bastasse para se obter um favor ou uma bênção – e, havendo um núcleo de sete bruxas, essa teórica simplicidade traria problemas se elas se enfrentassem. Afinal, ganharia a “rezadeira” mais fervorosa e não, de fato, a feiticeira mais poderosa; quando aquele “Deus” é de todas elas, ao que deduzimos. Só relembramos, de novo, que essas pequenas ressalvas não chegaram de fato a empobrecer o enredo…

Em suma, As Bruxas de Oxford é uma história muito boa mesmo que, com uma mera incrementada, tem tudo para se tornar ótima (pro nosso gosto!) nos volumes seguintes da Série Coração da Magia. Estamos super ansiosos! Algo mais a dizer, Tibi? Quando o veremos de novo, agora que você já está pronto para resenhar sozinho?

Então, fofetes, finalizando, BDO, em termos mais safados, é o “gemi, ainda não gozei” (ainda!). Foi uma preliminar porreta e não tenho nem sombra de dúvida de que, já no próximo, eu devo ser finalizado com muito respeito! Aguardo agitadíssimo por isso, Siri! Capricha pra mim, rawr. Sobre quando vocês, formosurinhas, me verão de novo, é segredo; shiiiiuuu. Só fica a dica de que um Sábado à Noite é ideal para estreias divas…. Beijos da afro-gueixa e da Celestinha!

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Marcele Cambeses, Autora da Saga Destino Trocado, escritora amadora com convicção e jurista a contragosto. Tenho um abismo por inteligência e visões de mundo inovadoras; sou apaixonada por boas metáforas. Por ser também autocrítica por natureza, vivo em eterno quebra pau com os meus botões: “por que eu fiz esta bio horrorosa?!”

2 Comentários

  1. Carol disse:

    ui ui ui, isso ta um desbunde e celezita.. adorei a resenha e nao vejo a hora de comprar BDO, cada vez mais vontade de ler esse livro, espero ver tibi muuuuuuitas vezes…

    [Responder]

    Tibico Antunes

    Ui ui ui, tô lançando moda no bordão, fofete? Adoro! Pagando direito autoral para minha falida pessoa a cada vez que disser, então, eu acho luxo! Brincadeirinha, hihihi. Obrigada, gatíssima. Quando o meu quadro próprio lançar na divice, nós nos veremos mais vezes, prometo. Até lá, beijo na cútis e cabelos ao vento. s2

    [Responder]

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