Artigo de opinião

Suposições, supositórios; o jogo em que todos tomam no furico

judge

O artigo de opinião que vocês vão ler abaixo foi feito agorinha. Não teve qualquer revisão mais aprofundada ou sequer aquele tempo necessário a que uma ideia amadureça até o ápice da abordagem que ela pode vir a ter; talvez porque não devesse mesmo… Estive hoje em um intenso bate-papo com os meus botões e pude perceber que, neste site, boas criações não faltavam: temos textos, resenhas, playlists, quadros próprios, enfim, as firulas todas; é verdade.

Entretanto, quando parei para pensar, vi que os posts mais recentes de minha parte estavam carecendo um tanto de algo muito essencial, a meu ver, para que um blog vá para frente: intimidade, troca… Há quanto tempo não debatemos de verdade algum assunto legal, não é? Faz quantos meses desde que eu freei um pouco a minha realidade corrida, despi a linguagem de escritora amadora e simplesmente deixei à mostra, nu e claro, o meu ponto de vista sobre alguma coisa? Acho que desde o “Dar ou não dar; eis a questão!”, não estou certa? Aquele texto sobre a virgindade, que surgiu de uma conversa muito antiga que eu tive no orkut com vocês… Nada se faz sem vocês

Então, vamos conversar de igual para igual de novo, está bem? Eu começo e, depois, vocês comentam; façamos um debate amistoso… Não há razão para ser de outra forma. Peço, portanto, por este mísero instante, para que esqueçam essas telas que estão entre nós e imaginem que nos encontramos agora em uma mesa de algum barzinho ou cafeteria. Conseguem fazer isso? Eu estou próxima e loira, sentada na sua frente, com uma bolsa no meu colo para esconder as minhas banhinhas saltadoras e ansiosa para saber as suas novidades. Ficou mais fácil de visualizar, não ficou? Aposto que sim… O clima e o cenário não vão importar em nada, porque o enredo de que nós trataremos é universal demais para se restringir no tempo ou no espaço. Comecemos logo!

Estávamos nós em um papo animado quando uma pessoa diferente adentrou o local e chamou muito a sua atenção. Ela tinha um corpo invejável, usava roupas provocantes e tinha nos passos uma confiança tão repleta de sensualidade, que exalava estrogênio só de estar ali presente. Era uma baita predadora; ou aquela caça favorita, dependendo do ponto de vista de quem se candidatasse a tê-la para si. Disso, ninguém discordava. Tinha tudo mesmo para ser desejada e, no entanto, sentia-se só. “Não era mulher de verdade; era vulgar”…

Olhei pro outro lado logo em seguida, pois a “estranha perfeita” ameaçava demais a auto estima de que eu tanto careço incentivar dentro de mim. Notei em uma mesa aquela figura intrigante: possuía um ar cavalheiresco, a sua essência era tímida e os seus traços mais delicados lhe davam um toque infantil à aparência de homem. Tinha aquele quê de gentileza das mais raras de se encontrar, se é que me entende. Com quem ele estava? Também sozinho… “Não era macho o suficiente para conquistar mulheres como aquela; deveria ter a pegada fraca”, elas diriam.

Você e eu concordamos que, se aqueles dois se conhecessem a fundo, talvez descobrissem justo no mais inusitado o elemento que faltava para que se complementassem. Eram dois grandes panacas que se entregavam a pré-julgamentos burros, em resumo! Tiramos deles o tema maior da nossa conversa: suposições.

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Marcele Cambeses, Autora da Saga Destino Trocado, escritora amadora com convicção e jurista a contragosto. Tenho um abismo por inteligência e visões de mundo inovadoras; sou apaixonada por boas metáforas. Por ser também autocrítica por natureza, vivo em eterno quebra pau com os meus botões: “por que eu fiz esta bio horrorosa?!”

Dar ou não dar? Eis a questão!

“Sexo é escolha; amor é sorte”

Arnaldo Jabor

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Desabafo Inicial

Sexo… Ai, o sexo! Estupro mental que invade as nossas casas a quase todo instante. Desde as novelas, propagandas e filmes como American Pie, a mídia arreganha lares mundo afora à super idealização de uma mera necessidade fisiológica. O Universo é centrado no sol e o mundo dos homens no pênis (ou vaginas, seios, o que quer que apele à excitação de cada um); foi isso o que a sociedade construiu até aqui após a primeira mordida no fruto proibido e não evoluímos muito desde lá: dividimo-nos ainda em santos e profanos, agora, no entanto, com a maldosa novidade de que ambos os lados sofrem preconceito. “E você vai mesmo ouvir conselho da fulana? Ela é uma piranha que só sabe dar para todo mundo!”, “Fala sério que você escuta o que a sicrana diz! Ela não sabe nada da vida, é só uma virgem! Converse com uma mulher de verdade.”, não é raro nos depararmos com frases boçais como estas. A verdade é que, independente da época ou do assunto em discussão, ser humano é sempre ser humano e gosta de escrotizar a ideologia divergente para fazer prevalecer a própria.

Ah, então é por isso que as virgens chamam as mais liberais de putas e estas, por sua vez, tendem a compará-las a crianças inocentes e bitoladas? Sim, exatamente isso, meu bem. E o pior disso tudo é ver seres pertencentes ao mesmo grupo apontando o dedão na cara uns dos outros para depois desejarem não serem julgados. Somos todas mulheres, virgens ou não, e, portanto, ainda sofremos muito preconceito no que tange a sexualidade. Já basta que os homens babacas nos meçam por hímen ou número de relações (os válidos não o fazem, pena que são raros), não vamos nós mesmas condenar umas as outras por isso! Qual é, mulherada, cada um com o seu! Ser virgem não te torna mais pura e ser liberal não te torna mais mulher, que palhaçada!

Tema em foco

dond2É de conhecimento geral que a virgindade já foi fundamental à vida social feminina há pouquíssimos séculos, décadas, anos. Mulheres, como mercadorias que eram, tinham a qualidade medida por dotes domésticos e pela “pureza”, assim como a vaca o tem pela carne e pelas tetas; ser virgem era obrigatório. Após a revolução feminina, a invenção da pílula e de demais métodos contraceptivos, um novo horizonte se abriu às mulheres, e muitas o receberam de pernas abertas em resposta; bonito mesmo era ser liberal. Acontece que, como toda liberdade recente, a conquista veio sem freios, juízo, ou qualquer noção de limite: dar a rodo é bom, é normal, é certo e aplaudido pela televisão hipócrita, que depois vem fazer campanha de controle da natalidade. Mas será que a sociedade, em seus setores majoritários, realmente seguiu a tendência?

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Marcele Cambeses, Autora da Saga Destino Trocado, escritora amadora com convicção e jurista a contragosto. Tenho um abismo por inteligência e visões de mundo inovadoras; sou apaixonada por boas metáforas. Por ser também autocrítica por natureza, vivo em eterno quebra pau com os meus botões: “por que eu fiz esta bio horrorosa?!”