Resenha: A Arma Escarlate

 

Nova CapaAutoria: Renata Ventura

Edição: Novo Século

Nota: 3 estrelas e meia

Sinopse: O ano é 1997. Em meio a um intenso tiroteio, durante uma das épocas mais sangrentas da favela Santa Marta, um menino de 13 anos descobre que é bruxo.

 Jurado de morte pelos chefes do tráfico, Hugo foge com apenas um objetivo em mente: aprender magia o suficiente para voltar e enfrentar o bandido que está ameaçando sua família. Neste processo de aprendizado, no entanto, ele pode acabar descobrindo o quanto de bandido há dentro dele mesmo.

Avaliação: Para quem é muito fã de Harry Potter, aqui vai uma pergunta: você conhece o livro A Arma Escarlate? Se sim, então talvez concorde com a minha resenha. Se não… vamos lá!

Com uma história bastante brasileira, o livro tem o seu início no ano de 1997, em que um garoto chamado Idá apanhou mais uma vez de um dos traficantes do morro onde mora, o Santa Marta. Ele decide entrar para o tráfico com a intenção de conseguir dinheiro, fama, etc e, na primeira oportunidade que tiver, vingar-se de seu agressor, o braço direito do chefe do tráfico, Caiçara. Graças a um “incidente” em que uma pipa sem linha parou direito em sua mão, recebeu o apelido de bruxo (o que parece ser uma grande ironia…) e caiu nas graças de VIP, o homem que comanda todo o tráfico no Santa Marta. Com isso, consegue facilmente o posto de falcão (apesar de não ser o que queria) e é obrigado a ficar de vigia para avisar se houver uma invasão. Logo em sua primeira noite, é o que acontece. E quanto uma guerra se inicia, ele descobre que é, nada mais nada menos do que… um bruxo!

Bem, ele abandona seu posto após aparentemente conseguir espantar um grupo de policiais que apontava várias armas em sua direção, e segue as instruções de um pacote que chegou, convidando-o para ingressar na escola de bruxaria Notre Dame do Korkovado, torcendo para que aquilo não seja uma grande piada. Idá se despede da mãe e de sua Abaya, a avó, e acaba parando na Lapa, onde, de lá, atravessa os Arcos para chegar ao Sub-saara, o lugar onde os bruxos (com menos poder monetário) compram os materiais necessários para a volta às aulas.

Por fim, ele troca seu nome para Hugo Escarlate e ingressa na escola de bruxaria de Notre Dame do Korkovado…

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Verena Belfort, Beta-reader oficial da Saga Destino Trocado, "deusa serrana" e idealizadora de um zilhão de projetos literários que me tornarão a escritora amadora mais atarefada no futuro. E sim, essa bio é uma linda piada.

Texto: Eu mais distante de mim

blackswan

Gostaria de saber o que se passa entre os seus muros; as suas barreiras de falácias que se escondem entre os sorrisos descontentes.

Gostaria de saber o que há de bom nos seus caminhos; os desejos e os meninos que sumiram de repente.

Gostaria de saber por que se aflige com o espelho e pensa que batom vermelho é dar adeus à velha infância.

Gostaria de saber por que esconde as suas escaras, faz das tranças e os retalhos um emaranhado de lembranças.

Gostaria de saber o que motiva o seu mundo, o seu anseio mais profundo que julga ser inatingível.

Gostaria de saber por que é que tinge o seu cabelo, remove cada um dos pêlos por uma busca pouco crível.

Gostaria de saber por que é que insiste na marquise, na reclusão dos infelizes que se condenam à ausência fria.

Gostaria de saber porque me lembra de mim mesma, analogia benfazeja do mal que já me fiz um dia.

Para o “Eu” agora tão mais distante de mim, de alguém que busca reconhecer a si mesma.


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Marcele Cambeses, Autora da Saga Destino Trocado, escritora amadora com convicção e jurista a contragosto. Tenho um abismo por inteligência e visões de mundo inovadoras; sou apaixonada por boas metáforas. Por ser também autocrítica por natureza, vivo em eterno quebra pau com os meus botões: “por que eu fiz esta bio horrorosa?!”