Sobrenatural

Resenha Esquizofrênica 2- O Coração da Magia

cdmAutoria: Larissa Siriani
Edição: Literata
Nota: Inserida no corpo do texto conforme as regras do especial Resenhando com Tibico, já que ele participa desta análise. (Confira aqui).
Sinopse: Apenas alguns meses após os macabros incidentes em Oxford, tudo é paz na vida de Malena Gördon, agora sem magia; ou não? Seus poderes começam a retornar lentamente e, antes que ela tenha tempo de se habituar novamente a eles, um incêndio bem no dia de seu aniversário destrói a Casa Azul. O terreno onde costumava erguer-se a mansão de suas antepassadas passa a ser o novo lar de uma estranha tribo de ciganos, e com eles um mar de perguntas sem respostas, lendas seculares e uma ameaça que poderá destruir a humanidade. E até onde Malena irá para proteger o Coração da Magia de cair em mãos erradas?

Avaliação: E, depois de um hiatus desgraçado, estamos de volta com mais uma resenha de livro nacional. Ou melhor, da continuação da insanidade que fizemos para analisar a obra As Bruxas de Oxford, da Larissa Siriani. Para tanto, é óbvio que veio ralar aqui comigo o nosso príncipe ébano, negritude fierce, Tibico Antunes. Desabrocha no holofote aí, bofe, que nem uma flor de cerejeira pro Japão sentir orgulho.

Ui ui ui, sou Sakura e me liberto! Adoro. Olá, povo do meu tumtum. Como vai a vida? Eu estou radiante depois dessas férias, com a cútis descansada, e pronto para soltar o verbo sobre a continuação das aventuras de Malena, a aprendiz de incendiária. E por que eu a presenteei com esse subtítulo Sabrinesco, versão pirotécnica? Aguardem e verão, eu já vou comentar, hihihi.

Nesse novo volume, O Coração da Magia (negra, porque só dá macumba braba nesse enredo. Os Iluminatti tão vendo isso aí. Acorda, Brasil), tudo começa com uma crise existencial dessa gata translúcida que a gente ama acompanhar. E quando eu digo crise, é crise mesmo, gentein. De deixar a de 29 recalcada por não ter brilhado mais. Uma delícia! Acontece que, depois daquele final literalmente matador, o remorso casou com a Lena e, juntos, eles pariram uns pesadelos. Pois é. Sabe quando você vê filme de terror de madrugada e depois fica se cagando, com medo de que um morto deite contigo de conchinha e diga que tava com saudades? Foi mais ou menos isso. Não foi, Celouca Celoira?

É… tirando todo esse romantismo do defunto, foi por aí, Tibi. Bem por aí. Na verdade, a partir do desfecho de As Bruxas de Oxford, vemos a protagonista imergir em uma realidade paradoxal por natureza. Isso porque, ao mesmo tempo em que a Malena sente um remorso absurdo de tudo o que teve que fazer para salvar a sua vida e a de Sam, ela também sente muita falta do que abdicou em troca da concretização desse objetivo: a magia. Porém, sabemos desde a última cena do livro 1 que, na verdade, as coisas não aconteceram exatamente como ela acreditava. E isso fica muito claro um pouco antes do aniversário dela. Vai, Tibico. Pode emendar daqui que eu sei que você está morrendo para falar dessa parte.

anigif_enhanced-buzz-22484-1385054154-5“Hm. Finalmente estou tendo um sono tranqui… SAAAAAI EXU!

É claro que eu estou, ora! Sabe por quê? Porque esse trecho do livro prova que além de lindo, negro, fashion e jurista, EU SOU UMA POMBA-GIRA! Me chamem de Mãe Tibiná porque várias teorias minhas que sambaram na resenha anterior estavam corretas. Realizei um sonho de vida! Enfim, preciso conter o riso pra comentar. HAHAHA. Tá, acho que foi. Bom, lá estava Lena na sua “nada mole vi… zzzZZZzzz”, entediada, pensando em como era mais difícil ser sedentária sem poder mandar um Accio e obrigar os objetos a irem até ela. Então, depois de muitos testes frustrados e evocações à Dorothi que em nada resultaram, ela concluiu que as coisas não flutuavam não por uma questão de Leviôsa ou Leviosá, mas sim por conta da oferenda mágica que ela fez ao Senhor das Almas. Aquela “oh baby, me leva”, em que ela oferecia a própria vida e a magia em troca de que o Sam sobrevivesse e aqueles Cruz Credo que ela chamava de irmãs de alma morressem ali mesmo. #NãoTeveXurras #ComiPãoPuro #NãoEraFriboi

Porém, após uns episódios muito suspeitos e dignos do Doutor Xavier, eis que aconteceu de novo HAHA. Simplesmente, Malena acordou naquela vibe Buarquete “o tempo passou na janela e só Carolina não viu”, e descobriu que mais uma vez o seu encosto pessoal havia tomado o domínio do corpo por sei lá quantos dias para fazer uns servicinhos.  Pausa Baphônica: apenas morri com os relatos do Sam sobre como ele descobriu que o comando estava com a Dorothi e não com a sua namorada comportadinha nessa fase. HAHA. É isso mesmo, povildo povaldo. Rolou saliência, bateu inveja em minzinho. Estou aqui inconformado com o meu azar de ser alter-ego de alguém cuja vida amorosa está apta a se tornar um cenário de filmes sobre o faroeste. Não dá nem pra executar a dica dada no enredo. Olha essa seca, Cambesita! Fico no aguardo dos cowboys pra montaria, ui ui ui.

eyefive“Cadê a Dorothi?” “Hey, Malena! Eye-five, cumprimento fura-olho”

Em todo caso, retomando o papo, a Malena volta, fica sabendo das sacanagens e também é informada que a sua amiga do peito, Dodô, aquela linda, havia transformado a sua festa de niver em um arraiá. ~Fim de semana de novo, eu to no meio do povo, a maior curtição~. Se ela achou tudo muito estranho? Claro. Se ela ficou irritada por terem pedido em seu nome uma fogueira gigante pra decoração da festa? Evidente. Todavia, na ânsia de “olhar a cobra” e comprovar que os pegas do Sam não eram nada de mentira, a safada chutou o balde, mandou um “let it be” e foi hahaha se pegar com ele no cantinho hahahah, nem aí pro resto do mundo. Ta certíssima hahaha. Ai, tenho que me controlar nessa parte, hahaha. Respirei. Continue lendo…

Marcele Cambeses, Autora da Saga Destino Trocado, escritora amadora com convicção e jurista a contragosto. Tenho um abismo por inteligência e visões de mundo inovadoras; sou apaixonada por boas metáforas. Por ser também autocrítica por natureza, vivo em eterno quebra pau com os meus botões: “por que eu fiz esta bio horrorosa?!”

Resenha: Bite me – Fanfic

biteme

Sinopse: Uma relação entre um humano e um vampiro é algo fadado a resultar em tragédia. Mas e se você não for exatamente humana? E se, além disso, for uma caça-vampiros que o odeia com todas as suas forças? Quando uma atração começa a surgir entre vocês, pode essa relação ser mais do que algo perverso e doentio, mas ainda assim irresistível? Pode um vampiro curar as mágoas de seu passado, ou o amor que ele sente será para sempre motivo de raiva para você?

Autoria: Luíza Thomaz (Chaos Belle)

Betagem: Lara Scheffer

Nota: 4 estrelas.

Gênero: Romance/Drama (Ocasionalmente comédia).

Classificação: 18 anos. (Cenas de sexo explícito, violência e temas adultos)

Introdução: Há muitos séculos, a literatura vem ajudando a compor a história da humanidade. Um livro, hoje, tem um significado muito grande para os amantes da leitura. Tem, por acaso, coisa melhor do que ganhar/comprar aquela história que você tava doida pra ler e se refugiar em suas páginas maravilhosas?

Mas se engana quem acha que só de livro se faz literatura. Quem é ligado no que circula pela internet, conhece – ou pelo menos ouviu falar das famosas fanfics, cujos enredos são criados a partir de algo já existente. Pode ser uma história totalmente nova, apenas com personagens famosos, pode ser um novo rumo para uma obra que o autor (das fics) gosta. Seja como for, o fato é que essas ficções-de-fãs há muito deixaram de ser somente historinhas para interneteiros – e, se um dia começaram apenas como diversão, agora alcançam uma dimensão muito maior. Escritoras como Babi Dewet (Sábado à noite), E.L. James (50 tons de cinza), Letícia Black (aka Leka Judd – Contos de uma fada) e Carolina Munhóz (A fada) começaram as suas carreiras literárias escrevendo fanfics – hoje, são autoras conhecidas e publicadas.

As fanfics têm influenciado cada vez mais jovens no meio literário justamente por possibilitarem que o leitor de uma obra possa moldá-la à sua maneira ou ainda que participe da história através do recurso interativo. Autores de fics interativas habilitam o HTML para fazer perguntas como “Qual é o seu nome?”, “Qual é o nome do seu guy?”, “Qual é a cor dos olhos dele?”, que possibilitarão que o leitor se coloque como personagem principal e escolha o nome do seu par, dos amigos etc, que aparecerão ao longo do enredo.

É nesse formato que segue uma das histórias que mais ganharam destaque no site Fanfic Obsession: Bite Me. A autora, Luíza Thomaz, começou com o pseudônimo de Chaos Belle e já garantiu o ffAwards de Melhor Restrita em 2010, 2012 e 2013, além de ter passado pelas posições de fic do mês 3 vezes e fic do ano em 2011 no mesmo site mencionado.

E é por isso – e por ser fã assumida dela – que resolvi resenhá-la para a estreia da nossa seção sobre fics.

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Clara Alves, Sou daquelas pessoas esquisitas que estão satisfeitas com vários aspectos de si mesmas, mas adoram reclamar da vida. Aspirante a jornalista e escritora amadora, tenho apenas uma real paixão na vida: a literatura. Mesmo com apenas 19 anos, critico até por um fiapo na camisa, mas estou sempre aberta a novas opiniões e bons debates. Posto minhas baboseiras no @marys_alves.